EDITORA: Petit
PÁGINAS: 296
ANO DE PUBLICAÇÃO: 1993
Patrícia desencarnou aos dezenove anos. No mundo dos espíritos, recorda que despertou tranquilamente no plano espiritual, sentindo-se entre amigos. Feliz com a acolhida, adaptou-se à nova vida auxiliada por espíritos benfeitores que a receberam na Colônia São Sebastião.Em Violetas na janela, Patrícia explica o que é a desencarnação. Descreve as belezas do plano espiritual, onde não faltam trabalho, estudo e diversão. No início, estava cheia de dúvidas… Do que se alimentaria? O que vestiria? Sentiria as mesmas necessidades? Enfrentaria o calor, o frio? Aos poucos, tudo se esclareceu ao conviver com outros jovens desencarnados.Conheça o outro lado da vida: entenda como devemos proceder diante da morte de um ente querido – o que fazer para superar a separação e confortar aquele que partiu. Patrícia exemplifica a lição, relembrando a inesquecível ajuda que recebeu de familiares espíritas.
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♥RESENHA♥


Patrícia Braghini, de 19 anos, após acordar desorientada em um quarto desconhecido passa a ter sensações estranhas entre uma cochilada e outra até conseguir despertar totalmente. Ao acordar, encontra Mauricio, um jovem senhor que aguarda seu despertar e, por ele, Patrícia descobre que desencarnara/morrera por um aneurisma cerebral há 16 dias e que, a pedido de seu pai permanecera dormindo para que a tristeza da família com a separação dos corpos não a afetasse tanto em seu processo de adaptação no plano espiritual. Possuidora de conhecimentos sobre a vida espiritual sabia sempre que a morte do corpo era apenas uma fase e que viveria em espírito após essa "passagem", o que facilitou com que aceitasse aquela nova condição juntamente com o apoio de sua avó, a quem reencontra, e amigos espirituais que sempre a ajudavam em vida e se empenham e ajudá-la naquele novo mundo que se erguia diante de seus olhos.

"Muitas pessoas pensam que o desencarne lhes será maravilhoso porque, na opinião delas, nunca fizeram o mal, mas também não fizeram o bem."

Em  "Violetas na janela", publicado em 1993, ditado pelo Espirito Patrícia e psicografado por sua tia, Vera Lúcia Marizeck de Carvalho (A quem amei conhecer na Bienal de SP em 2016), Patrícia dedica-se a relatar sua chegada ao mundo Espiritual explicando o porquê de sua morte em  tenra idade e todo amor e zelo com o qual foi recebida assim que acordou no plano Espiritual e a importância de não lamentar a morte de entes querido e sim continuar a amá-los e orar por eles, pois a dor da saudade sem compreensão e que visa apenas angustia da separação e lamentação os afeta de maneira negativa, pois eles também sofrem com a separação e a oração feita com amor e votos de alegria naquele novo modo de viver lhe dá ânimo para aceitar sua nova condição e procurar a evolução.

Através dos olhos de Patrícia temos a descrição de lugares aos quais visita em sua colônia (Cidade espiritual ao qual habita) chamada São Sebastião que paira sobre a cidade São Sebastião em Minas Gerais, onde há bibliotecas MARAVILHOSAS, teatros, eventos para aprimoramento do espirito, cursos, auxilio ao próximo necessitado - seja ele encarnado (renascido na matéria) ou desencarnado (estado do espirito após a morte do corpo físico) e vários outros relatos de coisa que ainda não são possíveis existir na terra. A importância dos ensinamentos de Jesus, a força do amor verdadeiro e o perigo do apego ao mundo e as coisas materiais. 
Para amenizar a saudade, sua mãe coloca pequenos vasos de violeta sobre a janela e os mentaliza com amor e concentração, fazendo com que as flores sejam plasmadas direto para a janela do quarto de Patrícia presenteando-a.




Em paralelo, em suas expedições e adaptações ao que, até então, fora desconhecido para a jovem, Patrícia conhece outros espíritos que assim como ela trilham o novo caminho da vida eterna e que relatam sua história de vida e como foi suas desencarnações, algumas felizes em que, graças ao bem praticado em vida puderam receber auxilio de amigos que velavam por eles, outras tristes que colheram o mal que plantaram na terra.

"A desencarnação para os bons é paz e alegria. Para os maus e ociosos, é o começo de sua colheita."


Violetas na janela é um livro muito especial para mim pois abriu meus olhos para muitas coisas da vida, como: Não basta ser bom sem fazer o bem. Se, por tanto, não pratico o mal muito pouco faço o bem e mal. Foi o livro que mais li e reli na vida.  Escrita é cativante e fluida. Patrícia é um espírito doce e muito amorosa que ama Deus e lhe é grata pelo muito que recebeu durante a vida, seja pela família que cita e que ama muito ou pelos amigos que a acolheram em seu novo lar após a morte de seu corpo.  Possui belas reflexões e momentos que nos fazem entender que nem tudo que nos acontece é por que somos coitados. Além de que poder consolar quem perdeu um ente querido e não sabe o que fazer depois.


Tudo o que narro poderá parecer, a muitos, ficção. Mas o que é a morte senão uma nova etapa da vida? ”


Mesmo se você não acredita como eu na doutrina Espírita pode ler e aprecia. Não se destina somente ao público religioso, Não leia se espera algo do tipo Harry Potter, em nenhum momento ele passa a mensagem de que é necessário acreditar no que Patrícia dita, mas levar em consideração o amor de Deus ao qual ela descreve, o amor ao próximo e o amor a si mesmo.


Durante a leitura do livro senti que ela seria alguém com que eu adoraria ter como amiga. Um livro que merece um lugar especial na cabeceira da cama.

Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho é uma médium espírita brasileira.
Desde a infância apercebeu-se de sua mediunidade, na forma de clarividência.
Recebe obras ditadas pelos espíritos Antônio Carlos, com quem se iniciou na psicografia, praticando durante nove anos até ao lançamento de sua primeira obra em 1990[1]

O livro "Violetas na Janela", pelo espírito Patrícia, publicado em 1993, desde então tornou-se num campeão de vendas no país (1,3 milhões exemplares até 2002), tendo sido traduzido para a língua inglesa e para a língua castelhana, e transposto para o teatro.





18 Comentários

  1. Esse livro é lindo e realmente especial.
    Li ele a muito tempo e não lembro muito da história, acho louvável mostra como é o plano espiritual, e Violetas na Janela faz bem isso.

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  2. Confesso que nunca li nada dessa editora, conheço ela, porem não tenho vontade de ler os títulos. Sua resenha está linda, parabéns pelo trabalho, é que bom que você gostou, irei procurar por ele, quem sabe ele não seja o primeiro que irei ler.

    Beijos

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  3. Olá, já tentei ler livros com essa temática, mas não consigo me conectar com a histórias, por mais que sejam bem escritas, tudo me parece muito forçado. Mas que bom que vc aprecia. Bjs

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  4. olá... fico feliz que goste da leitura... eu já tinha ouvido falar desse livro há muito tempo mas nunca bateu vibe pra ler... pra ser franca, não me empolgo com livros espíritas...
    bjs...

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  5. Conheço o livro, e apesar da vontade de ler, a verdade é que até hoje não tive oportunidade para isso. Gostei dos pontos que o livro nos leva a refletir, e continuo com ele na lista de leitura.
    Bjs, Rose

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  6. Quando eu perdi minha irmã caçula para um câncer, recomendaram-me que lesse esse livro para ajudar a superar o luto. Ouvi muitos elogios à obra, mas acabei não lendo. Agora, depois de ler a sua resenha, fiquei com vontade de arriscar a leitura.

    Tatiana

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  7. Oi tudo bem?
    Sempre que posso leio livros espiritualistas, mas infelizmente até hoje ainda não tive oportunidade de fazer essa leitura. mas quero muito. e pela sua resenha tenho certeza de que não vou me arrepender.
    Beijoos

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  8. Oiie!

    Se tem um livro que me lembra minha mãe é este. É um dos xodós dela e ela sempre insistiu para que eu lesse. Agora na doutrina espirita, eu até vontade, mas ainda não li hahahah

    Viu que tem uma peça de teatro adaptada desse livro? AInda não consegui ver, mas parece boa!

    Beijos

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  9. Oi,
    Então esse foi o primeiro livro espírita que eu li e realmente me ajudou a entender um pouquinho mais sobre isso. Porém, confesso que na época achei meio chato, acho que não estava preparada como estou hoje em dia quem sabe eu volte a reler ele.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    http://leiturakriativa.blogspot.com.br/

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  10. Faz muito tempo que quero ler esse livro!! Não sabia que a Vera Lúcia era tia da Patrícia, que ditou a obra. Só fez eu me interessar ainda mais. Amo muito livros espíritas e as mensagens que eles trazem.

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  11. Hey, tudo bem?
    Li esse livro há muito tempo e lembro que gostei muito apesar de não ter me apaixonado completamente pelo livro, como você se apaixonou. Eu acho que independente de religião, esse livro pode muito agradar, como você disse.
    Quero reler esse livro para ver o que vou achar.
    Beijos

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  12. Oi, tudo bem?
    Eu ainda não conhecia esse livro, mas não é o tipo de leitura que me atrai muito.
    Não tenho o hábito de ler livros espíritas e a premissa desse também não despertou minha curiosidade.
    De qualquer forma, fico feliz que você tenha gostado tanto da leitura e, mais importante, tirado lições e aprendizados para refletir.
    No momento, eu não pretendo ler, mas quem sabe mais para frente, né?
    Beijos!

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  13. Hey!
    Eu não conhecia a obra, mas pelo o que pude perceber na resenha a leitura é muito suave e tranquila. Não costumo ler livros espíritas, tenho outras crenças, mas acredito que ler esta obra possa me clarear um pouco a mente sobre o assunto.
    Excelente resenha.

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  14. Oii, tudo bem?
    Eu confesso que até pouco tempo tinha um certo preconceito com esse tipo de livro, mas esse ano resolvi abrir a minha mente para coisas novas e adorei o primeiro contato que tive com a literatura espirita. Eu gostei muito da ideia desse livro e acredito que iria aprender muito com a historia.

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  15. Eu nunca li um livro espírita e realmente não é algo que me interessa, não apenas pelo tema, mas pelo conteúdo religioso também. Mas fico feliz que você tenha curtido e ganhado aprendizados com ele.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura | Facebook | Instagram

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  16. Olá,
    Já ouvi falar muito bem do livro, mas é a primeira resenha que leio sobre ele!
    Confesso que nunca fiz nenhuma leitura sequer parecida e fiquei bem intrigada com o que o livro nos apresenta. Com certeza me tiraria da zona de conforto e acredito que foi uma experiência única encontrar com a Vera na bienal de 2016.
    Tenho que concordar que não adianta ser bom sem exercer o bem.

    LEITURA DESCONTROLADA

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  17. OIe
    poxa, eu sempre ouço falar muito do livro mas sinceramente não é um gênero que me atraia muito apesar de achar bem inspirador, bela dica e resenha

    beijos
    http://www.prismaliterario.com.br/

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